Foi-se outro dos 'grandes' empresários (o 7º mais rico ?) de Portugal. Nos últimos anos foram-se os alguma vez primeiro e segundo da lista... Quanto terão levado com eles para a cova? Terão pedido um caixão dourado?! Terão deixado para trás empregados felizes?! Terão sido justos com eles?! Terão contribuído para um desenvolvimento equitativo da sociedade?! Desaprovo a riqueza em excesso, no entanto, era bom que esta permitisse considerar e actuar sobre estas questões ainda em vida, senão, tanta riqueza material não serve para nada!
terça-feira, 21 de agosto de 2018
Riqueza não dá exemplo - Crónica 66
Foi-se outro dos 'grandes' empresários (o 7º mais rico ?) de Portugal. Nos últimos anos foram-se os alguma vez primeiro e segundo da lista... Quanto terão levado com eles para a cova? Terão pedido um caixão dourado?! Terão deixado para trás empregados felizes?! Terão sido justos com eles?! Terão contribuído para um desenvolvimento equitativo da sociedade?! Desaprovo a riqueza em excesso, no entanto, era bom que esta permitisse considerar e actuar sobre estas questões ainda em vida, senão, tanta riqueza material não serve para nada!
terça-feira, 17 de maio de 2016
Moralidade capitalista e analfabetismo político - Crónica 65
Leiam por favor!
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Anti-orgasmo e agências de viagens… - Crónica 64
Alfredo
Customer Service Representative
Travelgenio.com
Travel2be.com
Saludo
Jose Giraldes”
Era caso para responder: “Lhe orgasmo que me envie o link de novo”. Não é por isto, evidentemente, que a agência não me tem como cliente (apesar de se ter dirigido a mim, noutro mail, como “Sr. Cliente”) mas sim pela assistência deficiente.
‘Orgasmos’ foi a tradução que o Google inventou para rogamos (isto é tão divertido que não resisto a reproduzir uma crónica de 2012, em baixo). Assim, o único ponto em comum entre um orgasmo e uma agência de viagens parece ser (anedota) … o ‘tradutor do Google’! Por outro lado, a ilação óbvia a retirar é que, afinal não são só os espanhóis que falam pessimamente outra lingua…
No meu livro ‘Horizonte Branco’ (disponivel em http://www.bubok.pt/livros/5833/Horizonte-Branco--reflexoes-da-montanha) falo de vários locais por esse mundo fora. Para Charrapunji, o lugar mais húmido do mundo, na Índia, a sugestão de correção foi: ‘farrapinho’!!! Ok, é mesmo parecido!
Já para Snowdonia, o pico mais elevado de Gales, e o segundo do Reino Unido, a sugestão foi um pouco mais comprometedora! Neste caso, muito cuidado, por exemplo, a quem pretenda dar uma classe de geografia para miúdos, utilizando este avançado meio de comunicação. Estive naquele cume montanhoso, mas não tenho nada que ver com a correção proposta que é nada mais que… ‘sodomia’!?!
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Crónicas viageiras nos Balcãs - Crónica 63
Quanto à perda de malas e bagagem, Madrid tem a pior das reputações que, não sendo disputada com a de um qualquer aeroporto de Cabo Verde, semi-automatizado, não garante a mesma eficácia destes apesar da super automatização… (na foto: retirada de malas para o tapete ‘não-rolante’ na ilha do Fogo). Quanto ao acesso ao aeroporto da Praia, é fácil: como dizem uns amigos que têm casa a uns metros do mar: “olha, lá vem o avião” – a TAP chega de noite e vê-se a luz do avião a avançar na direção da casa deles – “é hora de irmos embarcar” (o check-in feito antes e com tempo de voltar a casa para jantar).
A estrada principal que chega à capital da Macedónia vinda da Grécia está em muito mau estado e em obras. É comum os camiões e autocarros conduzirem no meio das duas faixas ou nas bermas para evitar os buracos e para deixar passar outros veículos. No interior encontrei vários ‘perigos ao volante’ e… muito lixo – estes tipos são uns porcos, ao nível de pescadores e ciganos (e peço desculpa pela generalização, mas quando a maioria marca uma classe a classe fica definida por essa maioria).
O próprio centro da capital parece quase um estaleiro de obras, sobretudo em edifícios públicos… Quem estará a financiar tantas obras num país praticamente sem indústria exportadora (as exportações limitar-se-ão a produtos agrícolas)!? O turismo é incipiente. Dizem que a ex-Jugoslávia está a ajudar… nota-se a presença alemã (telecomunicações) … E quem mais?
mais em http://aventuraaomaximo.blogspot.com
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Scary movie - Crónica 62
Factos preocupantes que são mais que meras coincidências. Ora reparem:
- Os noticiários dos 3 canais nacionais da televisão portuguesa apresentam as mesmas notícias, fazem intervalos à mesma hora e, durante os mesmos, apresentam os mesmos anúncios!!!! Pura coincidência?! Scaryyyyy!
- Os estádios de futebol do Brasil e a Piscina Municipal de Lagos. Afinal a Piscina Municipal de Lagos não é municipal. O edifício (leia-se o elevado investimento em toda a infra-estrutura) é da Câmara mas a exploração é de uma empresa privada. Ou seja, os preços praticados para os utilizadores da piscína de 25 metros são mais elevados (o dobro) do que os praticados para utilizadores da piscína olimpica do Jamor e para utilizadores da média das piscínas municipais em Espanha. Ou seja, a infra-estrutura de Lagos, tal como os estádios do Brasil, foi paga pelo dinheiro de todos os contribuintes (incluindo a classe média-baixa hoje em sérias dificuldades), para benefício de apenas alguns! Revolta-me que os impostos da classe média-baixa sejam utilizados para benefício exclusivo de uma outra classe com maior poder aquisitivo!! Coincidência?! Scaryyyyy!
- Homenagens do 10 de Junho. Votaria para que nesta data e nesta conjuntura não se homenageasse a maioria dos homenageados mas sim as donas 'Lucrécia' que sobrevivem com uma pensão de 250Euros/mês; os Srs. Silva que com uma reforma inferior a 1.000Euros sustentam filhos e netos; os Maneis que imigraram para Angola, Cabo Verde ou Brasil à procura de trabalho; e alguns daqueles que atirados para o desemprego e sem apoios se viram obrigados a viver em viaturas ou debaixo de pontes. Os verdadeiros exemplos de luta deveriam vir destes sobreviventes e não daqueles cujo sucesso se mede em cifrões e alguma vaidade mal escondida. Recordo que uma boa gestão autárquica é um dever e não um mérito. Scaryyyy!
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Últimas de Espanha e do mundo... - Crónica 61
5% de pobres energéticos em Espanha (1,4 milhões de espanhóis a quem foi cortada a luz)
Teletuby acusado de homossexual. Bob Esponja acusado de propaganda política
tendenciosa. Alcaide de freguesia de Madrid, alcoolizada,
atropela transeunte…47 milhões de deslocados no mundo devido à guerra, desastres naturais…
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
China, um mal necessário – Crónica 60
Na verdade o mal ‘China’ não é absolutamente necessário. É necessário, infelizmente e apenas, para trazer uma lição à humanidade, ou melhor, ao mundo do capitalismo desenfreado.
A desvantagem deste mal é, evidentemente, que aumenta significativamente a agressão ao ambiente do planeta e concorre para a crise económica em muitos países ocidentais.
A necessidade deste mal é a lição que traz ao sistema capitalista (além da redução da pobreza de parte da população chinesa), com a própria ‘medicina’ deste, mostrando-lhe que um sistema baseado na produção massificada, nas economias de escala, nas deslocalização com base na busca da mão-de-obra mais barata… não é sustentável para o planeta nem beneficia o futuro das sociedades que não podem, nem devem, competir nessa mesma linha.
Já não era justo que o mundo ocidental gozasse do nível de vida que gozava enquanto muitos outros países, sobretudo de África e sudeste asiático, além de verem que lhes exploravam os recursos naturais, vivessem em estado de miséria… Mas agora a situação pode inverter-se, o que também não é justo para muitas famílias ocidentais, que de repente se veem sem meios para sobreviver numa sociedade que exige que se os detenha só para existir. Nem quero imaginar as consequências mundiais quando a máquina de produção chinesa espirrar…
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Espanha – ironias e vergonhas – Crónica 59
- O atual sistema mata! “O capitalismo mata”, terá dito o Papa Francisco!
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
O pior de dois mundos – Crónica 58
Hoje, no entanto, com a tendência de aproximação das nossas leis às dos países ‘desenvolvidos’ e/ou subjugação às imposições da União Europeia, começamos também a estar ‘por aqui’ das regulamentações e perseguição do nosso Estado. Este entra, sem pedir licença, nas nossas casas e algibeiras, com a agravante de que aqui o acesso à participação da população na política se mantém controlado (tudo o que não venha da órbita dos partidos políticos ou da capacidade de ‘negociação’ e lobbying dos grandes grupos económicos, simplesmente não avança/funciona), ao mesmo tempo que continuamos a assistir ao deprimente espetáculo da corrupção no seio das ‘classes’ dirigentes, e ao da sua impunidade devido à ‘ineficácia’ (propositada?) da Justiça.
É por isto que Portugal e Espanha (extensível a Itália e Grécia) vivem o pior dos dois mundos: o pior dos países desenvolvidos com o seu excesso de regulações e controle, mas num Estado que não sabe ou não quer permitir que a sua população beneficie disso, que torna sufocante a sua pressão ao intrometer-se com duvidosa legitimidade nas suas vidas privadas (controlando o teu acesso à conta bancária; dizendo-te como educar os teus filhos; impondo-te o número de animais que podes ter; despejando-te de casa…) e esconde a sua incompetência na burocracia; e o pior dos países subdesenvolvidos com os seus elevados níveis de corrupção (por parte da mesma elite que ‘constrói’ as leis mas que também as sabe contornar e beneficiar delas) e os seus procedimentos para obstaculizar à participação ativa da população no processo governativo.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Mais proteção aos… mais protegidos! - Crónica 57
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
O ‘mnha’ e as TVs nacionais - Crónica 56
Ainda se discute como reorganizar os canais ‘temáticos’ da RTP… Sou da opinião de juntar a RTP Internacional, África e Noticias num só (partilhando o tempo de emissão) e acabar com a RTP2!
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Capitalismo, saúde e felicidade… - Crónica 55
Se a relação entre a saúde e a felicidade não é direta, a relação entre saúde e desigualdade, sim! Esta afeta a saúde: “Sabe-se desde há alguns anos que falta de saúde e violência são mais comuns em sociedades mais desiguais”. Agora, António Palha, presidente da comissão organizadora do 8º Congresso Nacional de Psiquiatria, vem alertar para que “a crise pode aumentar as patologias” da saúde mental (DN, 30.11.12) … É que, também já sabemos, o stress psicológico prolongado afeta a maturidade dos humanos e pode causar a sua regressão (ao matar neurónios do hipocampo - a parte decisiva para a aprendizagem e memória).
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Justiça perversa! - Crónica 54
Hmm, deixem-me ver!? Quem é que vamos perseguir e tramar?! … o jornalista!!!
“Em vez de lutar contra os crimes de fraude ao fisco, a justiça ocupa-se de mim, que só me limitei a cumprir o meu dever, o dever de transparência”, terá dito Costas. Ora, a lista foi divulgada por um empregado do banco suíço HSBC e já tinha sido enviada ao governo grego em 2010, por Christine Lagarde (atual diretora do FMI) quando esta era ministra do governo francês. Aparentemente na altura nada foi feito!
“Todos sabemos que, nos terramotos económicos a que temos assistido em Portugal e em Itália, os responsáveis políticos não têm sido acusados de qualquer crime, por ação ou inação. Deveriam ser?”
sábado, 6 de outubro de 2012
Montanhas e actividades 'ilícitas'... - Crónica 53
domingo, 16 de setembro de 2012
Crónicas do Algarve... - Crónica 52

Tesouro esquecido:
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Porque está cara a gasolina? - Crónica 51
terça-feira, 15 de maio de 2012
Crise é crise...! - Crónica 50
Pessoas contaram-me que põem a máquina de lavar roupa a funcionar menos vezes e com programas de tempo mais curtos. Contaram-me que em Lisboa já se vê muita gente a almoçar de marmita, dentro do automóvel. Contaram-me também que muita gente aproveita uma boa descida para engatar o ponto-morto e deixar o carro deslizar... Isto para elencar apenas alguns exemplos de novas formas forçadas de poupança.
Não me surpreende! Crise é adaptar-se à escassez!
Nos semáforos arranco devagar, sem esticar as mudanças, para poupar no exorbitante preço do litro de combustível.
O ‘engraçado’ (ironia) é que hoje, ao contrário de há 20 anos, já não compensa viajar de comboio: agora, nos meios de transporte público, outrora acessíveis, temos que pagar os elevadissimos salários de numerosos administradores dispensáveis e os lucros de 2 dígitos definidos nos objectivos de ‘gestão privada’ e requeridos pelos agressivos acionistas...
Comprovei que muitos levam a marmita! (até já vi quem durma no carro, mas sobre isso prefiro não especular). Descobri que muitos conduzem como eu: ponto-morto e arranques suaves!
Mas, ontem fiquei a saber que este tipo de condução irrita alguns, a quem a crise parece não afectar: arrancando devagar o meu pesado veículo num semáforo da marginal (duas vias no mesmo sentido), sái detrás de mim um condutor com uma aceleração de fazer chiar os pneus e deixar fumo no ar, exibindo a potência de cavalos do seu Mercedes imune à crise, como que dizendo “tira essa carripana da minha frente”! Eu não pretendo ter uma viatura veloz e exclamo para mim “não vejo aqui nenhum Ferrari”, ao mesmo tempo que prossigo no meu andamento, entre o possível, devido ao peso, e o poupado, devido ao elevado consumo! Mais adiante ele teve que travar (gastando mais pastilhas) porque na marginal há filas e circula-se devagar!
Um chamamento à razão impõe-se, no entanto. Donos de automóveis alemães, e de outros de alta cilindrada, com nervoso miudinho e pé pesado, não vos exalteis por ter à vossa frente um carro mais lento, ainda que seja uma pesada caravana de 3.500kg...! É que, caso não tenham notado, muitos já esgravatam no fundo dos bolsos para encontrar as moedas que permitem abastecer mais umas gotas de combustível para continuar a circular!
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Chouriços e políticos - Crónica 49
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
As Manias da Paula e as Maiores Tolices do Mundo - Crónica 48
«O Grupo de Lisboa já advertira, nos anos 90, para a necessidade de impor ‘limites à competição’ (o título do livro). Geraint, convencido de que “todas as formas de competitividade derivam de sentimentos de inadequação e insegurança...”, explica (em ‘Cityboy’) como essa mesma competitividade “está a lixar este lindo planeta”. As conclusões das entrevistas de Richard Conniff (em ‘História Natural dos Ricos’), expuseram as estranhas condutas exibicionistas dos detentores de riqueza. A investigação de David Owen, identificou as discapacidades dos decisores. Os relatórios de Malcolm Gladwell (em ‘Tipping Point’) evidenciam como o mal causado por uns poucos pode infligir consequências tremendamente negativas a tantos outros (regra 80/20). Os dados apresentados por Richard Wilkinson e Kate Pickett (em ‘The spirit level’) demonstram claramente o porquê de a ‘igualdade ser melhor para todos’ (o sub-titulo do livro)...Se nos lembrar-mos da herança das décadas de ditadura paternalista vividas em Portugal e se a todos estes dados somar-mos: a falta de ética dos políticos e o “desenfreado, e abusivo desavergonhado abocanhar do erário público”; a actual “asfixía democrática” (M.F.Leite) e a “contemporização com as ‘faltas’ das altas individualidades” (pelos cidadãos e pela Justiça); a referida sociedade “entranhada e nepótica” que serve a clientelas, e a postura impositiva do ‘eu quero, posso e mando’ que impera no sistema de Justiça (e na Administração Pública em geral), em vez da lógica de serviço ao cidadão (Marinho Pinto, TSF, 14.11.11); aos números que reflectem uma sociedade doentia com baixos níveis de ‘felicidade’, então talvez tenhamos a explicação dos desenvolvimentos que oprimem e tolhem a capacidade de participação dos cidadãos, transformando e descaracterizando o país (que apresenta uma visível falta de mobilização, de iniciativa e até de personalidade – refiro-me à expressividade de um povo reflectida, por exemplo, na alegria das suas manifestações populares, que definem a sua cultura), e o porquê de se estarem a criar as condições “que favorecem uma decadência neuronal colectiva...” (Pedro Afonso)! Isto não é mera especulação. Hoje sabemos que o stress massivo imposto a animais (em experiências com ratos e babuínos) pode afectar inclusive o tamanho de regiões cerebrais como o hipotálamo (envolvido no controle de emoções, actividade sexual, fome, sede, humor, entre outras). Nos humanos há ainda que somar que situações de stress psicológico prolongado não só afectam a sua maturidade como podem causar a sua regressão.
Agora, se quisermos averiguar as consequências da ‘injustiça’ e da ‘infelicidade’ que daqui pode resultar, podemos recorrer a Frederick Douglas (1886) que escreveu: “Onde a justiça é negada, onde a pobreza é forçada, onde a ignorância prevalece e onde qualquer classe que seja é feita para sentir que a sociedade está numa conspiração organizada para oprimir, roubar e degradá-la, nem pessoas nem propriedade estarão seguras”; ou às conclusões de Punset, para quem as pessoas reacionam de forma diversa frente à infelicidade: da “resignação com que se aceita a aniquilação da vontade individual e do pensamento próprio, até à rebelião frente à injustiça”. Em qualquer dos casos, “o preço é muito alto”, seja se se opta por preservar a própria vida, seja se esta é posta em risco para “conseguir quotas de liberdade e de justiça mais amplas”. Também Geraint alega que “este sistema está a destruir o mundo” e as pessoas, e que ao consumir-mos mais e mais e ao criar “maiores disparidades na riqueza” isso “só pode terminar em derramamento de sangue ou em desastre ambiental”.
Insegurança, resignação, aniquilação, rebelião, desastre... , são alternativas demasiado ‘pobres’ no século XIX, não te parece? Isto é muito preocupante!»
Foto: Cheese rolling no Reino Unido (os concursos são um dos temas abordados)
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
As Manias da Paula e as Maiores Tolices do Mundo - Crónica 47
Está disponivel o meu novo livro... São 'aventuras' de um tipo muito diferente... Fica um trecho (sinopse e encomendas em: http://www.bubok.pt/livros/4919/As-Manias-da-Paula-e-as-Maiores-Tolices-do-Mundo):A chuva de “Concursos-relâmpago” nas autarquias de há um ano atrás é apenas uma amostra disso: “Desde Agosto, as câmaras municipais portuguesas, endividadas até aos ossos, já abriram 82 concursos com carácter de urgente, no valor de perto de 100 milhões de euros. Com prazos, em muitos casos, de apresentação de propostas de não mais de 72 horas. Se isto não levanta dúvidas, não sei o que mais pode levantar”.Se bem te percebo, Paula, consideras mesmo que o novo fôlego da luta pelas autonomias se insere neste capítulo dos caprichos...
Paula, deixa-me tentar seguir o teu raciocínio, resumindo algumas das expressões mais ilustrativas que registaste: Seguidores de Freud descreveram os ‘acumuladores de riqueza’ como o «tipo anal», cujo impulso é amontoar dinheiro e bens por causa do seu atrofiado desenvolvimento emocional e de conflitos não resolvidos - Freud argumentara que coleccionar e acumular era um substituto da conquista sexual (Geraint sugere que “o ego de um homem está frequentemente na proporção direta e inversa da sua inteligência”).
“Os ricos conseguem mais açúcar que o resto de nós... E sempre que um animal consiga mais quantidade de um recurso, isto fará mudar a conduta do animal” (Richard Conniff). Glenn Weisfeld, psicólogo da Universidade de Wayne, acrescenta sobre a conduta que, «ser irrespeituosos é precisamente o que fazem os indivíduos dominantes». Os tiques e obsessões desenvolvem-se mais em crianças vítimas de pais autoritários e mães hiper-protectoras. As personalidades de tipo ‘triplo A’ (que consubstanciam aquela conduta) “erosionam a sociedade” (na Alemanha, por exemplo, a percentagem de chico-espertos e ‘triplos A’ é notoriamente inferior à dos países latinos)... Geraint Anderson adianta o exemplo da Goldman Sachs (ou ‘Sucks’ de ‘mete nojo’, como a ela se referiam na City) que revelava uma preferência por aqueles que foram provavelmente vítimas de bullying na escola (segundo alegadas informações de psicólogos ao departamento de RH do banco) - são estes quem mais estão dispostos a trabalhar até às 4 da manhã e aos fins de semana para terminar um trabalho pois estão “desesperados por provar-se a si mesmos”. Estes bancos e correctoras sabem que o sonho de todo o sabichão (‘geek’) vítima de bullying é ganhar suficiente dinheiro para conseguir aquela namorada vistosa e “comprar o Ferrari e depois certificar-se que os seus antigos atormentadores sabem disso” - como quem diz «Agora sou alguém! Sou um vencedor!» -, embora, no fundo, eles saibam que continuam a ser os “mesmos idiotas patéticos por dentro”.



















